O clima de segurança pública em Campos de Júlio-MT é atualmente classificado como crítico, com um score de 45/100 e sentimento predominantemente negativo. A percepção do eleitorado local é marcada por insegurança e apreensão, impulsionada por eventos violentos e a presença explícita de organizações criminosas na região. Embora as forças de segurança tenham realizado operações significativas, a natureza dos crimes reportados — que incluem execuções e a tentativa de impor a lei do crime sobre a lei estatal — gera um estado de alerta na população. O debate público não gira em torno de pequenas ocorrências, mas sim de ameaças estruturais à ordem pública, tornando a segurança um dos temas mais sensíveis e urgentes na pauta municipal, onde a eficácia das ações policiais é monitorada de perto pelos cidadãos.
O cenário local é dominado por confrontos envolvendo facções criminosas que buscam controle territorial e influência no município. Evidências de fontes oficiais, como a Polícia Militar e a Polícia Civil de Mato Grosso, confirmam a atuação de grupos organizados, com destaque para a ocorrência de 'tribunais do crime' e a prisão de lideranças criminosas. A pauta pública é alimentada por notícias de prisões em massa e operações de busca e apreensão. Como resposta institucional, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sejusp) promoveu a posse do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) em Campos de Júlio, tentando estreitar a relação entre a comunidade e as forças policiais para melhorar a inteligência e a prevenção de crimes violentos no município.
A análise dos pontos quentes revela que o engajamento da população está concentrado na violência extrema e na organização do crime. O termo 'tribunal do crime' surge como um ponto de alta tensão, indicando que o medo não advém apenas de furtos, mas de execuções sumárias e resgates, o que degrada a sensação de segurança. A eficácia das operações policiais (prisão de sete faccionados e de líderes de grupos) é reconhecida, mas a recorrência desses eventos sugere que a criminalidade organizada possui raízes profundas na região. O alto volume de menções a 'homens mortos' e 'facções' nas notícias regionais corrobora a percepção negativa, transformando a segurança em um termômetro de governança local, onde a população demanda não apenas repressão, mas a erradicação da influência criminosa.
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A principal ameaça é a atuação de facções criminosas, com registros de 'tribunais do crime' e violência organizada.
Estão sendo realizadas operações de prisão de líderes de facções, buscas e apreensões, além da implementação do Conseg para integrar polícia e comunidade.
É o Conselho Comunitário de Segurança, um órgão que visa aproximar a população das forças de segurança para discutir e resolver problemas locais.
Houve prisões significativas de suspeitos e líderes criminosos, embora a percepção de insegurança permaneça alta devido à natureza dos crimes.